domingo, 29 de agosto de 2010

Toda a verdade sobre o afundamento do Titanic

É indecente fazer-nos acreditar numa verdade falsa, mas que todos tomamos como certa ao longo dos anos. Quando descobrimos que fomos enganados, apodera-se de nós um sentimento de revolta, de frustração imensa…isto para não falar de uma certa perda da inocência que jamais será restituída.
Falemos do Titanic, the unsinkable, como lhe chamavam. O navio inafundável que acabaria por se afundar olimpicamente logo na sua viagem inaugural. O que nos diz a História acerca disso? Que o supra-navio ia a toda a velocidade, que era impossível de todo abrandar e que por isso o embate com o icebergue era inevitável, para desgraça de todos. Mas eu sei que isso não é verdade. Como? Não me perguntem, mas eu sei que não foi assim que tudo se passou. O próprio Walter Lord, que escreveu “A tragédia do Titanic”, remata a sua obra, com uma humildade quase enternecedora: “Estes enigmas do Titanic nunca terão uma resposta absolutamente certa. O melhor que se pode fazer é avaliar as provas com todo o cuidado e emitir uma opinião honesta. Alguns continuarão a discordar, e talvez tenham razão. Com uma certeza- só um louco seria capaz de se considerar detentor da verdade absoluta acerca do que aconteceu na noite incrível em que o Titanic se afundou”. Ok, chamem-me louca, não me importa, até porque como alguém já sabiamente afirmou, “há um prazer em ser louco de que só os loucos sabem”. Mas como eu estava a dizer, eu arrisco sem medo. Ora vejamos: com um navio daquele porte, com tanta a gente a trabalhar lá dentro, pouco ou nada sobra para o pobre do capitão do Titanic fazer. O que é que lhe resta? A depressão ou os hobbies. Neste caso, a cozinha. Isto é, os douradinhos. Ou seja, sobre o capitão do Titanic só tenho uma coisa a dizer, ou melhor, duas: capitão Iglo.
Vamos recuar no tempo até à fatídica noite de Abril de 1912, para percebermos melhor como tudo se passou:
Está o capitão do Titanic, também conhecido pelos mais próximos como Capitão Iglo, a assobiar alegremente na portentosa cozinha do luxuoso paquete quando, de repente, Jone o interrompe.
- Sôr capitão, eu custa-me interrompê-lo, o sôr sabe, e eu sei que esta hora é sagrada para si, mas…
-C’um caneco, Jone, eu já disse um milhão de vezes que não gosto de ser incomodado quando estou a cozinhar os meus douradinhos. A criançada está impaciente, não os posso fazer esperar.
- Mas, sôr capitão, sabe, isto é mesmo muito importante, sabe, é que nós…
- Oh homem, mas não vê que os petizes estão esfomeados? Tenho que lhes matar a larica.
-Mas, mas sôr capitão, nós vamos de encontro a um icebergue.
- Oh homem e que tenho eu a ver com isso?
.- Mas o sôr capitão é o sôr capitão deste navio, sôr capitão!
- E daí Jone? Quê, é suposto fazer alguma coisa de importante e decisivo por ser capitão, é isso?
- Sim, sôr capitão, com todo o respeito, mas é isso.
-Oh homem, mas está parvo ou quê?
- Por acaso sôr capitão não. Parvo não, é mais…assim mal-disposto. Num sei…
- Sente-se homem! Coma um douradinho!
- Obrigadinho, sôr capitão…mas num vai dar. Num pode ser, o senhor tem que fazer alguma coisa!
- Ó homem, mas uma pessoa tem prioridades, neste momento não posso deixar queimar os douradinhos! Seria uma tragédia!
- Com todo o respeito, sôr capitão, tragédia tragédia era morrerem as centenas de pessoas deste navio por causa daquele bloco de gelo ali à frente…
-Mas qual bloco de gelo?
- O icebergue, sôr capitão!
- Oh homem, então ainda não se deixou disso? Isso não é nada! Agora aqui a fazer um escarcéu por causa disso, uma tempestade num copo de água por causa de uma coisa insignificante…vê-se mesmo que é um novato!
-Desculpe, sôr capitão, com todo o respeito, mas isso é falso. Eu já cá ando nesta vida há…deixe cá ver…29 anos.
-E acha muito, por acaso? Eu já cá ando há 30 anos! Sabe o que são 30 anos de mar? E ainda por cima a passar por perigos inenarráveis e provações terríveis só para conseguir pescar os meus melhores douradinhos?
- Mas sôr capitão, mas repare…
- Não, Jone, repare você nisto: tá a ver isto? Tá aqui uma pessoa preocupada em fazer o seu trabalho como deve ser, hein, pra quê? Para chegarem aqui e com uma conversa que não interessa a ninguém e fazerem-nos torrar os douradinhos? Mas que é isto? Um homem já não pode cozinhar os seus douradinhos em paz…

O que se passou a seguir, já toda a gente sabe. Mais ou menos. Veja-se o filme do James Cameron. É capaz de não ser má ideia. Apesar de ele ter cortado, vá-se lá saber porquê, esta cena do filme. Ah, e de não ter apresentado o nosso capitão como Capitão Iglo. Isto realmente é um escândalo vergonhoso.