domingo, 29 de agosto de 2010

A Guerra que o mundo não esperava: EUA vs Portugal

As músicas infantis fazem a delícia dos miúdos, mas não sei se já tentaram esmiuçar algumas letras. Eu já! E imaginei se isto tivesse chegado à presidência de Bush, da maneira que aquele senhor gostava de invadir países do terceiro mundo.

Interrompemos a programação para uma notícia de última hora: os EUA declararam guerra a Portugal. O presidente norte-americano terá manifestado a sua intenção de invadir o nosso país com a máxima urgência, retirando a toda a pressa as tropas do Iraque e reencaminhando-as para solo português.
Na origem do que parece ser já uma decisão irrevogável por parte do governo norte-americano, está um dos hits de maior sucesso da compilação “As músicas da Carochinha”. George W. Bush culpa a letra que, lembro, é a seguinte:
“Eu perdi um dó da minha viola, da minha viola eu perdi um dó. Dormir é muito bom, é muito bom. Dormir é muito bom, é muito bom. É bom, camarada, é bom camarada, é bom, é bom, é bom. É bom, camarada, é bom camarada, é bom, é bom, é bom”.
Para o presidente, a inclusão da palavra “camarada” é, e passo a citar “a prova provada de que Portugal representa a mais séria e recente ameaça comunista, que importa a todo o custo travar. Trata-se de uma música construída com fins deliberadamente políticos e, mais grave do que isso, que almeja à conversão de jovens, inocentes e incautas mentes ao ideal comunista que, como todos sabem, nós EUA, repudiamos com toda a veemência”.
Ainda não foi possível recolher as primeiras reacções de José Sócrates, uma vez que à semelhança dos restantes portugueses, se encontram de férias e, por isso incontactável. Do lado da comunidade internacional, as reacções não se fizeram esperar. Por exemplo, o Secretário-Geral das Nações Unidas, tentou já dissuadir o presidente norte-americano, alertando-o para o facto de esta música da carochinha não passar exactamente disso mesmo, de uma música e, ainda por cima, infantil, pelo que desmerece, no seu entender, a atenção da classe política internacional. George W. Bush discordou e defendendo-se disse, e passo novamente a citar “lembro aos mais distraídos que foi a brincar, foi a brincar que o macaco fodeu a mãe. Além disso, como não limpámos o sebo aos norte-coreanos e aos vietnamitas como planeáramos no passado, eis a nossa chance de redenção com este problemático caso da América Latina”.