terça-feira, 4 de junho de 2013

Uma nação ligada às máquinas


A China é um país com uma cultura milenar, repleta de simbolismos e de festividades – celebradas a preceito. Quando é tempo de celebração, ninguém pára os chineses. Há dragões, há macacos, há deusas e deuses.Uma cultura dona de imperadores, de uma cidade proibida, de uma imensa muralha e de beleza inigualável. Dividida por tribos, com mais de cem dialectos, a riqueza cultural deste gigante pedaço de terra seria apaixonante.



 Seria?- Sim, seria se não fosse uma nação ligada às máquinas.

Reformulando, é, mas a base que nos encanta foi substituída por máquinas. Ainda se celebra, ainda se reza aos Deuses... e pede-se que haja fortuna.
Fortuna para se ligarem às máquinas. Quem ganha com isto são as marcas da tecnologia e os casinos.Com um dito socialismo a dar dinheiro a uma classe média que de repente enriquece, é hora de viajar pelas cidades ricas que a Mãe Pátria criou. Uma espécie de feira popular espalhada pelo Continente. De Singapura a Taiwan, de Cantão a Macau há que divertir os chineses novos ricos.



Com os bolsos cheios e os olhos ofuscados pelos néons de casinos e de grandes empreendedores chega-se a Macau. A hora é de jogar que há sempre um jackpot anunciado. Para os mais desfavorecidos há milhares de slot machines, que se dão prémios não sei, mas que estão sempre cheias de tentativas, lá isso estão! A qualquer hora do dia e da noite.

Há um casino que é Veneza, há outro que é um palácio oriental, desenhado de forma a anular a vizinha veneziana, à moda do Fong Seui. Daqui a uns tempos há uma Torre Eiffel, não uma réplica, não à mesma escala de Las Vegas, mas sim, metade da original. E claro, há os casinos Lisboa.

E lá dentro há chineses com fartura... ligados às máquinas. E a serem felizes! De frisar que a população indiana nos referidos espaços tem tendência a aumentar.



Saídos dos casinos há uma toda geração ligadas aos chamados telefones espertos. Grandes tijolos, ou computadores em miniatura, estes telefones são a sensação. Eles mandam mensagens, e mails,  mensagens de voz, jogam e estão sempre conectados. E os chineses a carregar. A toda a hora, seja a comer sozinho ou com amigos, sozinho ou em casal, há sempre espaço para um joguinho. Tempo para conversar e namorar não é preciso, porque dali a instantes já estão a enviar mensagens de voz numa certa e determinada aplicação. E falam para os telemóveis espertos e eles respondem e é uma alegria – que eles riem-se muito.


Macau é a Disneyland dos adultos, a cidade do pecado de pecadores e não pecadores. Uma cidade com uma complexidade fácil de entender, de gostar e de odiar.