segunda-feira, 22 de julho de 2013

Quem é quem?


Há uns tempos li que caminhamos para uma época de relacionamentos fáceis e um amor promíscuo. A monogamia parece estar na prateleira que diz old school. Este texto falava ainda do amor verdadeiro como uma coisa rara, um sentimento quase que heróico no dias que correm.
Isto levou-me a mais um pensamento profundo, quase que filosófico sobre o amor e seus intervenientes.
O amor... um tema difícil e específico a cada um que o sente. Aprendi que pelo mundo que, há diferentes formas de amar e diferentes razões para escolher um parceiro para a vida. Todas elas válidas, se as encaixarmos nos seus devidos contextos.
Fui à fonte do amor e observei a fauna humana de casais. E aqui deixo as minhas considerações.
Há humanas com a uma tendência de se anular, para dar espaço ao ego do macho. Este pavoneia-se e ela admira-o. Às tantas ele é ele, e ela é “nós”. Esta mulher geralmente é doce, dedicada e está sempre na linha da frente dos grandes feitos do seu adorado macho. Acompanha-o para todo o lado, faz questão de ser simpática, de estar sempre vestida como manda a regra, bonita para se elevar a ele e é activa no facebook.
O humano segue o seu caminho, persegue os seus objectivos e quem sabe, até algumas presas. Ela vai-se apagando e tornando-se apenas “na mulher dele”.
Aqui há uns casais peculiares que trazem da adolescência o amor para a vida adulta.
Eles descobrem-se um ao outro, o que é bonito e tem um lado romântico. Pelo que observei há uma certa altura, que difere de casal para casal, na qual as tentações do mundo adulto entram em choque com o amor de longa data.
Por outro lado, há aquelas que preferem ser possessivas e controladoras. Tudo a que ele gosta é um não e só se faz o que ela quer. O macho desta relação, tende a ser meio frouxo e, o mais provável, é não ser muito bonito. Ela faz gato sapato dele, ele anda sempre aflito com medo dela estar aborrecida, que neste tipo de fêmea, é o mais frequente. Se ele for um bocadinho esperto, a tendência é começar a mentir. Ela tende a ficar ciumenta de mulheres e homens.
Depois há aquelas que não os controlam, andam ali meio às aranhas, enquanto eles saiem com os amigos. O jantar e um bocadinho de televisão fazem parte num sábado à noite. Quando dá o sono à Cinderela, toca de mandar mensagens aos amigos a dizer:
- Onde é a ida hoje?
Aqui as fêmeas queixam-se da falta de tempo, eles inventam mil e uma desculpas, mas sempre com um...
- Oh amor também queria estar contigo, mas não dá mesmo.
A minoria que resta são aqueles casais que se entendem, que têm espaço e que podem ser individuais. Chamemos-lhes os freaks do amor. Tudo é na boa... onde para se estar junto há duas pessoas que querem estar, partilhar e ser elas próprias.